Testimonio de Luis

Por los pasos de Marcelino Champagnat

28 Jun, 2018

Testimonios
a.prieto

PELOS PASSOS DE MARCELINO CHAMPAGNAT

Em julho de 2017, no fim de um ano letivo tranquilo, em que me dediquei exclusivamente ao ensino e à direção de turma, as minhas vocações primordiais, e depois de ter sido coordenador de ciclo durante seis anos, um pouco mais exigentes ao nível da responsabilidade, o Diretor do meu colégio, professor Félix Lopes, cruzou-se comigo no pátio, pôs-me a mão no ombro e convidou-me para participar num curso interprovincial, em Espanha, durante o ano letivo seguinte. Naquele momento, fiquei satisfeito por se lembrarem de mim, pois agradam-me todas as oportunidades de formação que me são proporcionadas, bem como, a possibilidade de conhecer novas realidades do mundo Marista e partilhar as minhas experiências. Depois de falar com a minha família, aceitei a proposta e ainda questionei quem seriam os colegas de Carcavelos ou Lisboa que iriam participar, ao que me responderam que era o único português do curso. Então, senti um pouco o peso da responsabilidade, mas um enorme orgulho de poder representar a nossa modesta parcela lusa da Província de Compostela.
Ansioso por viajar e participar na primeira das três semanas do curso, fui recebendo informações, matutando e investigando sobre aquilo que poderia ser o curso, já que o título geral prometia: “Identidade y Profundización Marista (Córdoba, Avellanes e L´Hermitage). Que desafio e que oportunidade! Segui agradecendo à nossa Boa Mãe.
Chegando a Córdoba, em novembro, fui simpaticamente recebido pelo Ir. Andrés na estação de comboios. Fazia calor fora de época e, à medida que a semana foi acontecendo, percebi que o calor não era só climatérico, mas, também, da empatia criada por todo o grupo, logo que foram ultrapassadas as dinâmicas de apresentação e de heteroconhecimento, muito bem conseguidas e orientadas pela face bonacheirona, embora, sempre séria do Ángel da CME. Depois de conhecermos os outros vinte e dois participantes do curso, não só sabendo os seus nomes sem hesitações, mas, também, de onde vinham, passámos a trabalhar ao nível da identidade pessoal e do autoconhecimento através da descoberta do nosso “número” no Eneagrama. Esta aventura foi conduzida pelo Ir. Lluís Serra e resultou em algumas surpresas que encontramos no fundo de nós próprios, sobre a forma de funcionamento psicológico de cada um. No final da semana, pudemos trabalhar a nossa identidade pessoal enquanto educadores Maristas, recordando e partilhando o percurso de cada um no seu centro educativo e as suas ilusões iniciais e face ao futuro. Não se pode deixar de falar do local onde estávamos, o Castillo de Moimon. Uma quinta de laranjal muito bem recuperada e com a casa construída sobre a rocha, onde alguns Irmãos meus conhecidos haviam passado por altura do noviciado e da qual já conhecia um pouco da história ou lenda, ligada a um médico judeu que terá habitado nestas terras no final da idade média. Da mesma forma, há que referir a visita à cidade de Córdoba pelo momento cultural que representou, mas, sobretudo, pelo convívio do grupo.
Se em Córdoba as instalações eram ótimas e com alguma história, não se podem comparar ao Mosteiro de Avellanes (século XII), perto de Lleida, onde decorreu a segunda semana do curso, em março. Que sítio maravilhoso em todos os aspetos, enquadramento arquitetónico e acomodações, enquadramento paisagístico e ambiente espiritual. Para esta segunda semana, a expetativa era elevada por rever o grupo, que, mais uma vez, se revelou de uma dinâmica empática acima do comum, talvez por sermos mais velhos e experientes, termos tido cargos de responsabilidade nos nossos colégios e sabermos, acima de tudo, distinguir o essencial do acessório, pondo em primeiro lugar o respeito pelos outros e as suas diferenças e deixando de parte as nossas pequenas idiossincrasias. Nesta semana, o trabalho foi um pouco mais teórico. Depois de consolidarmos as ideias sobre o Eneagrama, debruçamo-nos em analisar as necessidades educativas dos jovens de hoje e a transformação e adequação que nós, enquanto educadores, teremos de levar a cabo para acompanhar essas necessidades e o ritmo elevado de mudança destas ultimas gerações. A semana não terminou sem uma visita a Barcelona, que, tal como em Córdoba, esteve recheada de aspetos culturais e de convívio. Revisitar esta cidade magnífica foi esplêndido para mim… E sigo agradecendo a S. Marcelino Champagnat.
Iniciado o mês de maio, mês Mariano, foi crescendo a vontade de estar de novo com o grupo, desta vez em L’Hermitage, a “casa da rocha”, a casa mãe e inspiradora para o universo dos educadores Maristas. Começava, então, a terceira e última semana do curso, que já havia sido anunciada como uma forma de peregrinação às origens Maristas. Mais do que uma formação, percebi, também, que este curso surge como reconhecimento e revitalização do trabalho e espirito missionário que cada um de nós tem desenvolvido nos seus colégios. E nada melhor que “calçar os sapatos” de Marcelino e percorrer os seus passos nos sítios onde nasceu, cresceu, construiu, viveu dificuldades e apostou tudo na sua fé e nas mãos de Nossa Senhora… Conhecer em pormenor a sua história, da sua família e dos primeiros “Irmãozinhos de Maria”… Uma coisa é ouvirmos contar a história Marista e as estórias de Marcelino à medida que vamos crescendo enquanto educadores, se bem que nos últimos anos, com a comemoração do bicentenário e a ilustração de cada ano temático (Montagne, Fourvière, La Valla), as imagens ficaram mais nítidas. Mas outra coisa é estar nos locais originais; sentir a força do Gier que corre sem parar, sem ser bravo, mas dinâmico e ritmado como o espirito que trás vida; ver a rocha que Marcelino desbravou e onde alicerçou o instituto; percorrer os caminhos entre as aldeias e imaginar à época a beleza do trabalho que fazia e as adversidades por que passava, sempre guiado pela fé e pelo amor às crianças, principalmente, pelas que pouco tinham ou estavam abandonadas. Por outro lado, a partilha com os Irmãos, sobretudo com o Ir. Benito e com a Laica Heloísa, ajudaram a perceber como poderemos ser hoje educadores à imagem de Champagnat.
Neste ano letivo, graças a este curso, tive a oportunidade viver, como em nenhum outro, o lema anual: “Põe-te a Caminho”. Na realidade, viajei ao encontro de outros educadores Maristas, caminhei no seio de mim próprio e revitalizei os votos enquanto educador e, sobretudo, experimentei o caminho pelos passos de Marcelino Champagnat, que pela consistência na fé me dão coragem para continuar a caminhar e me despertaram para olhar os alunos de forma mais simples e direta, tal como se olha com o verdadeiro amor.

 

POR LOS PASOS DE MARCELINO CHAMPAGNAT

En julio de 2017, al final de un año escolar tranquilo, en el que me dediqué exclusivamente a la enseñanza ya la dirección de clase, mis vocaciones primordiales, y después de haber sido coordinador de ciclo durante seis años, un poco más exigentes al nivel el Director de mi colegio, profesor Félix Lopes, se cruzó conmigo en el patio, me puso la mano en el hombro y me invitó a participar en un curso interprovincial, en España, durante el año lectivo siguiente. En aquel momento, me quedé satisfecho por recordarme, porque me agradan todas las oportunidades de formación que me son proporcionadas, así como la posibilidad de conocer nuevas realidades del mundo marista y compartir mis experiencias. Después de hablar con mi familia, acepté la propuesta y también pregunté quién sería el compañero de Carcavelos o Lisboa que participaría, me respondieron que era el único portugués del curso. Entonces, sentí un poco el peso de la responsabilidad, pero un enorme orgullo de poder representar nuestra modesta parcela Lusa de la Provincia de Compostela.
Ansios por viajar y participar en la primera de las tres semanas del curso, fui recibiendo información, pensando e investigando sobre lo que podría ser el curso, ya que el título general prometía: "Identidad y Profundización Marista (Córdoba, Avellanes y L'Hermitage). ¡Qué desafío y qué oportunidad! Seguí agradeciendo a nuestra Buena Madre.
Al llegar a Córdoba, en noviembre, fui simpaticamente recibido por el H. Andrés en la estación de trenes. En el momento en que la semana pasaba, percibí que el calor no era sólo climático, sino también de la empatía, creada por todo el grupo, tan pronto como se superaron las dinámicas de presentación y de concocimiento, muy bien logradas y orientadas por la cara bonachona, de Ángel de la CME. Después de conocer a los otros veintidós participantes del curso, no sólo sabiendo sus nombres sin vacilaciones, pero también de donde venían, pasamos a trabajar a nivel de la identidad personal y del autoconocimiento a través del descubrimiento de nuestro "número" en el Eneagrama. Esta aventura fue conducida por el H. Lluís Serra y resultó sorprendente para encontrarnos nosotros mismos, sobre la forma de funcionamiento psicológico de cada uno. Al final de la semana, pudimos trabajar nuestra identidad personal como educadores maristas, recordando y compartiendo el recorrido de cada uno en su centro educativo y sus ilusiones iniciales y cara al futuro. No se puede dejar de hablar del lugar donde estábamos, el Castillo de Maimón. Una quinta de naranjal muy bien recuperada y con la casa construida sobre la roca, donde algunos Hermanos míos conocidos habían pasado por el noviciado y de la que ya conocía un poco de la historia o leyenda, ligada a un médico judío que habitó en estas tierras al final de la edad media. De la misma forma, hay que referir la visita a la ciudad de Córdoba por el momento cultural que representó, pero sobre todo por la convivencia del grupo.
Si en Córdoba las instalaciones eran óptimas y con historia, no se pueden comparar al Monasterio de Avellanes (siglo XII), cerca de Lleida, donde transcurrió la segunda semana del curso, en marzo. ¡Qué sitio maravilloso en todos los aspectos, marco arquitectónico y alojamiento, marco paisajístico y ambiente espiritual!
Para esta segunda semana, la expectativa era elevada por revisar el grupo, que, una vez más, se reveló de una dinámica empática por encima de lo común, tal vez por ser más viejos y experimentados, haber tenido cargos de responsabilidad en nuestros colegios y saber, de todo, distinguir lo esencial del accesorio, poniendo en primer lugar el respeto por los demás y sus diferencias y dejando de lado nuestras pequeñas idiosincrasias. Esta semana, el trabajo fue un poco más teórico. Después de consolidar las ideas sobre el Eneagrama, nos centramos en analizar las necesidades educativas de los jóvenes de hoy y la transformación y adecuación que nosotros, como educadores, tendremos que llevar a cabo para acompañar esas necesidades y el ritmo elevado de cambio de estas últimas generaciones . La semana no terminó sin una visita a Barcelona, que, al igual que en Córdoba, estuvo llena de aspectos culturales y de convivencia. Volver esta magnífica ciudad fue espléndido para mí ... Y sigo agradeciendo a San Marcelino Champagnat.
Iniciando el mes de mayo, mes Mariano, fue creciendo la voluntad de estar de nuevo con el grupo, esta vez en L'Hermitage, la "casa de la roca", la casa madre e inspiradora para el universo de los educadores maristas.
Comenzaba entonces la tercera y última semana del curso, que ya había sido anunciada como una forma de peregrinación a los orígenes maristas. Más que una formación, percibí, también, que este curso surge como reconocimiento y revitalización del trabajo y espíritu misionero que cada uno de nosotros ha desarrollado en sus colegios.
Y nada mejor que "calzar los zapatos" de Marcelino y recorrer sus pasos en los sitios donde nació, creció, construyó, vivió dificultades y apostó todo en su fe y en las manos de Nuestra Señora ... Conocer en detalle su historia, su familia y los primeros "Hermanitos de María" ...
Una cosa es oír contar la historia marista y las historias de Marcelino a medida que vamos creciendo como educadores, aunque en los últimos años, con la conmemoración del bicentenario y la ilustración de cada año temático (Montagne, Fourvière, La Valla) las imágenes quedaron más nítidas. Pero otra cosa es estar en los lugares originales; sentir la fuerza del Gier que corre sin parar, sin ser bravo, pero dinámico y ritmado como el espíritu que tras vida; ver la roca que Marcelino desbravó y donde fundó el instituto; recorrer los caminos entre las aldeas e imaginar en la época la belleza del trabajo que hacía y las adversidades por las que pasaba, siempre guiado por la fe y el amor a los niños, principalmente, por las que poco tenían o estaban abandonados. Por otro lado, el compartir con los Hermanos, sobre todo con el H. Benito y con laica Heloísa, ayudaron a percibir cómo podremos ser hoy educadores a la imagen de Champagnat.
En este año lectivo, gracias a este curso, tuve la oportunidad de vivir, como en ningún otro, el lema anual: "Ponte el Camino". En realidad, viajé al encuentro de otros educadores maristas, caminé en el seno de mí mismo y revitalizé los votos como educador y, sobre todo, experimenté el camino por los pasos de Marcelino Champagnat, que por la consistencia en la fe me dan coraje para seguir caminando y me despertaron para mirar a los alumnos de forma más simple y directa, tal como se mira con el verdadero amor.


Luís Magalhães. (Colégio Marista de Carcavelos – Prov. Compostela)

  



Autor foto: 
Fernando León
Pie de foto: 
Participantes en la acción formativa de Identidad y profundización marista.